quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dia 4 - All around me was enlightened

***Prólogo***

O dia 9 de novembro de 2011 começou todo torto. Muitas coisas dando errado em casa, minha mãe com um problema sério de saúde... Cheguei a pensar em desistir de partir pra Curitiba. Porém, graças ao meu pai, que segurou toda a barra, eu pude embarcar tranquila naquele avião. Bem, não tão tranquila assim, já que cheguei atrasada no aeroporto, a fila estava imensa, etc. Mas o importante é que no final deu tudo certo. MUITO certo.

Dessa vez eu não fui sozinha. Babi e Diego estavam ao meu lado e demos muita risada no vôo. Também conhecemos juntos o famoso ponto de ônibus em forma de tubo da capital do Paraná antes de seguirmos aos nossos destinos – eles para o hotel, eu para a casa da Nah e do Drico.

(((PARÊNTESES)))
Nah e Drico são um casal lindo, lindo, lindo que eu conheci no Twitter. Na verdade, conheci primeiro a Nah, santista roxa que nem eu, e acompanhei via internet seus preparativos pro casamento. Os dois se ofereceram pra me receber em Curitiba assim que souberam que eu estaria por lá, e foram ainda mais lindos na vida offline do que na online. Ainda conheci a Sookie, cachorrinha deles que dormiu comigo (nhoooooooim) e ficou dançando na minha mala. Preciso muito voltar lá com mais tempo pra curtir todo mundo direito. Mesmo tendo sido rapidinho, amei tudo. Obrigada :)
(((FECHA PARÊNTESES)))

Depois de um lanche reforçado e muita comemoração pelo anúncio da permanência de Neymar no Santos até 2014, parti para o próximo encontro.

***Dia 4***

A qualidade não tá lá essas coisas, mas o importante é a
prova do crime!
Cheguei relativamente cedo ao estádio, apesar de ter me perdido (claro) e passeado por um bom pedaço de Curtiba. O local era pequeno, e eu ficaria na pista premium – graças à empolgação e à generosidade da Babi -, portanto tinha uma ideia fixa: VER A BANDA. Porque até então eu tinha curtido os shows, mas visto formigas e/ou o telão, quando não ficava sem ver nada mesmo. Encontrei a turma e conseguimos ficar bem perto da grade. E sim, eu os vi de pertinho *.*

A emoção já começou no show da banda de abertura, X. Eu não tinha conseguido vê-los em nenhum dos três shows anteriores, e até achei legal. Mas não tinha jeito, precisava ver imediatamente o Pearl Jam, estava ansiosa demais pra prestar atenção em qualquer outra coisa. Entretanto, qual não é a nossa surpresa quando Eddie Vedder entra no palco para canter com eles a última música do show? Ah, foi lindo vê-lo de perto pela primeira vez! Mas isso era só o tira-gosto.

Mais uma vez começamos com Go. Realmente é muito emocionante estar lá na frente na hora da avalanche humana. Pena que sempre tem uns imbecis que querem ir na grade de um show de rock sem serem tocados por ninguém. Um desses grandes cretinos tentou melar nossa alegria, mas não conseguiu.

O setlist seguiu bem parecido com os anteriores, e ansiedade era pelas famosas surpresinhas, aquelas músicas que eles sempre mudam de um set para o outro. Confesso que estava um tanto cética e já conformada com o fato de que não ouviria a maior parte da minha Wishlist, afinal de contas, já era o pênultimo show, havia pouco tempo. Ainda bem que eu errei.

Confesso que tudo mais o que aconteceu naquela noite está um pouco apagado da minha memória, porque os momentos mais emocionantes foram MUITO emocionantes. Arrebatadores, eu diria:

  • Dissident – Lembro de cada instante do silêncio que precedeu a música, e de cada batida da bateria na introdução. Foi nesse instante em que eu arregalei os olhos, mas foi com a guitarra do McCready que eu abri, como disse a Babi, o maior sorriso do mundo. Nem chorei, só cantei com todas as minhas forças, olhei pro céu e agradeci por mais este sonho realizado.
  • In Hiding – Essa, junto com Dissident, era provavelmente a música que eu mais desejava escutar nesta turnê. Mas nem nos meus melhores sonhos as duas estariam no mesmo setlist. A comoção foi geral entre as pessoas com quem eu estava, e mais uma vez eu só pude olhar pro céu e agradecer por aquilo estar acontecendo. It’s funny when things change so much, it’s all state of mind.
  • Breath – Surpresa das grandes, já que essa música não costuma ser executada com tanta frequência. E é maravilhosa. E já foi trilha sonora de momentos importantes da minha vida. E eu pulei, gritei, urrei como se não houvesse amanhã.
  • Off He Goes – Nunca fui a maior fã dela, mas naquele contexto me soou muito especial. Isso porque ela sempre me lembrou a Clau, que estava ao meu lado neste show em Curitiba. Lembro de tê-la abraçado quando a música começou como quem comemora um gol.
  • Footsteps – Outra enorme surpresa. Também não era da minha Wishlist, mas ver Eddie Vedder cantando essa música ao vivo, bem na sua frente, provoca uma catarse TÃO GRANDE que é até difícil explicar. Lembro de ter olhado para o telão no momento em que a câmera focalizou uma garota que, aos prantos, dizia “Eu não acredito que isso está acontecendo”. Lindo.

Babi e eu, no aperto e na espera :)
De um modo geral, eu achei o público de Curitiba bem mais frio que os outros. No entanto, a banda deve ter discordado de mim, pois não só capricharam no setlist como Eddie Vedder brindou a galera com vários mimos. Primeiro ele desceu ao vão entre público e palco, passando, portanto, MUITO PERTO DE MIM. Sim, ele existe. Aparentemente é de carne e osso, mas eu ainda desconfio que seja divino. Depois, ele distribuiu muitos pandeiros para o público da grade. Lógico que eu morro de inveja de quem tem esta relíquia, mas fico sinceramente emocionada pela alegria nos rostos das pessoas que receberam a dádiva. Eu os entendo.

Saí do Estádio do Paraná Clube suada, fedida, descabelada e feliz como poucas vezes tinha sido. Foi um marco ter visto duas das músicas mais importantes da minha vida. Mas mais importante ainda foi ter visto um show do Pearl Jam com as pessoas que Pearl Jam trouxe pra minha vida.

***Epílogo***

A volta pra casa da Nah e do Drico foi outra mini-aventura, porque eu vaguei mais de uma hora, na madrugada, por uma cidade que eu desconheço, até encontrar um taxi. Mas eu tava tão feliz que teria andado até Porto Alegre – onde, aliás, minha jornada terminou de maneira épica num nível Lost. Mas isso é assunto pro próximo capítulo.

***Ficha Técnica***

Quando: Quarta-feira, 09 de novembro de 2011
Onde: Estádio do Paraná Clube, Curitiba
O que: