sábado, 10 de julho de 2010

O amor é um melão cego

Blind Melon é uma das minhas bandas favoritas - e isso pra mim significa muita coisa. Está presente no meu MP3 player, em todos os computadores que eu uso, no meu nickname em 99% das redes sociais (viu como o Nanamelon não tem nada de safadjenho?) e até no nome deste blog. Climbing the Clouds, além de traduzir muito bem como funciona a minha cabeça, que está sempre nas alturas, é o nome de um disco póstumo da banda, com apresentações ao vivo. Pois eis que em mais de três anos de blog, eu nunca escrevi uma linha sobre eles. Achei que hoje, até pra ilustrar a pequena mudança no visual deste meu cantinho, seria um bom dia pra falar deles. 

Eu os vi pela primeira vez num fim de tarde em meados de 1993, e lembro-me como se fosse ontem, pois foi amor de cara. Meu coração púbere disparou ao ver Shannon Hoon e ouvir sua voz. Eu estava brincando com a minha máquina de escrever (oi?), e parei na hora o que estava datilografando (oi? oi?) pra registrar o nome da banda e da música, com medo de esquecer: BLIND MELON - NO RAIN.

Para minha sorte, o clipe foi um sucesso estrondoso, e tocava tanto quanto a Lady Gaga toca hoje em dia (good old times...). Mas eu queria MAIS. Ganhei do meu pai o CD da banda, homônimo, com a simpática menina-abelha na capa. E descobri que as outras 12 músicas eram muito melhores do que a No Rain. Foi então que Blind Melon virou banda favorita, e Shannon Hoon meu príncipe encantado.

Logo em seguida descobri que já o amava sem saber, pois era ele o cabeludo lindo que cantava Don't Cry com o Axl. Eles, aliás, eram amigos de infância. Outra supresa foi descobrir que o Axl tinha amigos. E de infância. Só podia ser o Santo Shannon pra aturá-lo mesmo.

Ele era lindo a valer, né?

Só que de Santo, óbvio, ele não tinha muita coisa. Dois anos depois de virar sucesso mundial, 3 meses depois do nascimento da primeira filha e no primeiro mês de turnê do novo disco, Shannon morreu em decorrência de uma overdose de cocaína.

***Pausa para a reflexão: não sei como foi que eu nunca me meti com drogas. Aos 11 anos, como vocês podem ver, meu príncipe encantado era um roqueiro doidão, melhor amigo de outro roqueiro sabidamente maluco, e que morreu aos 26 anos de overdose. Ainda bem que minha mãe me ensinou que exemplos não servem só pra indicar o que deve ser feito, mas também o que deve ser evitado.***

A notícia despencou sobre mim numa noite de domingo de 1995. Eu, com toda a maturidade que os 13 anos me conferiam, desabei a chorar e só parei quando caí no sono. Tristeza, desepero, luto, tudo da maneira mais exagerada possível. Tava na cara que era chilique adolescente, por causa de uma paixonite adolescente, por uma bandinha de vida curta que eu viria a esquecer em breve. Não esqueci.

Hoje, 17 anos depois da minha primeira vez com o Blind Melon, e já sem toda aquela afetação, posso dizer que a banda é sim maravilhosa. Sua sorte foi também sua maldição, já que a "música da abelinha" os levou à fama, mas ofuscou todo o trabalho competente além dela.

Eu pensei durante muito tempo em quais seriam as razões para eu gostar tanto do Shannon e do Blind Melon.  Mas acho que a melhor explicação foi a que eu recebi da minha terapeuta, alguns anos atrás: Não precisamos de motivo nenhum para gostar de alguém. Gostamos porque gostamos.

É exatamente isso. Eu amo Blind Melon. Simples assim. Espero que vocês gostem também ;)


3 comentários:

Anônimo disse...

Lindooooo de mais seu post,conheci blind melon ah apenas 1ano e sou fã_zaço,amo lemonade,change,no rain e por awe vai,é isso blind melon é tudo

jefferson disse...

eu conheço o blind melon a muito tempo e hj aos meus vinte e sete anos bem vividos tai encontrei alguem tbm que adimira muito essa banda..tenho todos os cds e vhs dvs principalmante conprei o novo album...e me a marrei .pois o novo album e um grande tributo a shannon hoon

Jorge Ramiro disse...

Dos shows, o que eu mais gostava quando era criança era Beverly Hills 90210. Eu o vejo agora pela internet, meu cão come sua Organnact, entao ele não me incomoda.