quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O dia 22 de setembro

Eu não sei se é só comigo, mas há dias que simplesmente são especiais. Tudo o que acontece nesta data, em qualquer ano, costuma ser lindo. O dia 22 de setembro é um deles.

O primeiro motivo óbvio é a chegada da primavera. E olha que eu nem gosto de flores. Mas só de saber que se aproxima a época em que os dias serão mais longos, e que as chuvas virão, mas que o sol vai teimosamente aparecer mesmo antes de elas acabarem...

Mas o dia em questão se tornou mesmo especial em 1996, quando minha mãe acordou se sentindo mal. Não, eu não sou insensível. É que ela estava grávida, e o “mal estar” viria a se revelar, algumas horas mais tarde, como o meu irmão João. Na época eu tinha 14 anos e era filha única. Lembro-me claramente do quão INSUPORTÁVEL eu fiquei desde que recebi a notícia de que teria um irmão. Simplesmente não tinha outro assunto.

Ah, e eu sempre soube que seria um menino. Sonhei com ele ainda no início da gestação, e o vi exatamente do jeitinho que ele seria mais ou menos 2 anos depois.Na tarde daquele domingo, 22 de setembro, ele nasceu braaaaaaaanco, loooooooooiro e de olhos azuuuuuuuuuis, do jeitinho que eu tinha imaginado. E lindo, claro. Fiquei tão fascinada que exigi passar a primeira noite com a minha mãe, só pra ser a primeira a segurá-lo no colo. Faltei à aula no dia seguinte, e no seguinte eu fui, mas não prestava atenção a nada. E falava pelos cotovelos, pra quem quisesse (ou não) ouvir, o quanto meu irmão era lindo. Foi definitivamente um dos dias mais felizes da minha vida (e olha que eu já tive 3 filhos, eu sei o que é emoção de verdade).

Oito anos depois, em 2004, um desastre aéreo era transmitido em rede nacional nos EUA. Lost estreava com a responsabilidade de ter o primeiro capítulo mais caro da história das séries de TV até então. E não decepcionou. Eu não estava lá, não assisti ao episódio piloto no dia 22 de setembro – na verdade, eu só fui conhecer Lost no início em 2006. Mas o impacto que este seriado teria na minha vida – e na de tantos outros fãs – faz disso mais um motivo para tornar esta data ainda mais especial do que já era.

O mistério inquietante, os conflitos pessoais, os complexos perfis psicológicos dos personagens encantadores, a trilha sonora impecável, o cenário paradisíaco, os roteiros magistrais, as atuações memoráveis, a intertextualidade... Todos que assistem à série conhecem de trás pra frente suas qualidades. O que talvez muita gente não tenha tido a oportunidade de saber é que Lost pode ser também responsável pela busca por conhecimentos que, até então, pareciam desinteressantes, por momentos inesquecíveis ao lado da família e na frente da televisão (na verdade, computador). E além disso, o mais importante: ele pode também nos trazer novos e bons amigos.

Se você também passou por tudo isso você deve entender o que eu estou dizendo. Se não passou, ainda dá tempo de assistir às 5 temporadas passadas e se preparar para curtir a emoção da sexta, que estréia em janeiro do ano que vem. Pode ser ao lado de quem você já gosta, ou com gente que você vai conhecer e, certamente, vai adorar.Como eu sou muito sortuda, divido a experiência com minha família, com os antigos amigos e com os novos amigos que a Ilha me deu. Ah sim, e meu irmão, que entrou na minha vida no dia 22 de setembro assim como Lost, também adora o seriado!

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