segunda-feira, 6 de abril de 2009

E aos 43 do segundo tempo... (Ou Eletrocardiograma deveria ser obrigatório para santistas)

Já faz um certo tempo que eu venho dizendo pra mim mesma que devo parar de acompanhar futebol. As desculpas são várias: não tenho mais tempo nem dinheiro pra isso, e também não quero antecipar minhas rugas. A quem eu estou tentando enganar? Eu adoro futebol. Simples assim.

Ontem à tarde tive mais uma prova disso. Última rodada da fase de classificação do Campeonato Paulista. O Santos precisava somente de uma vitória para ir às semifinais. O adversário era a Ponte Preta, em Campinas (o que é sempre uma barra). Todos os times jogando no mesmo horário, o que significa que nenhuma emissora de TV ou rádio transmitiria o jogo aqui na capital. Consequência: quer sber quanto está o jogo do seu time? Vai ter de aturar Mirassol x Corinthians, esse clássico do futebol mundial.

Ao saber que teria de ver o time do Obeso jogar, meu humor foi pra lua. Pensei: vou assistir Cold Case que ganho mais. Porém o lado torcedora falou mais alto e lá fui eu pra frente da TV - pelo menos fomos polpados do Gavião Bueno, que tava muito ocupado babando o ovo do Rubinho Barrichelo na Malásia. E nem foi tão ruim assim. O primeiro tempo, na verdade, foi bem divertido. O Santos virou ganhando de 1 a 0 e o Mirassol de 2 a 1. A coisa começou a complicar na segunda metade...

Cada vez que o narrador falava "tem gol" o coração vinha parar na garganta. E as notícias em Campinas eram desoladoras: Ponte empata antes do 1º minuto do segundo tempo - num lance ridículo, diga-se de passagem - e 3 minutos depois vira o jogo. Aí eu fiquei doidinha. Meu humor, que estava na lua, a essa altura já tinha ido pra Saturno.

Comecei a zapear, na vã esperança de deixar pra lá essa história de Campeonato Paulista. Vi o cavalo dançarino da Eliana, traquitanas eletro-eletrônicas inúteis na Best Shop TV e até a modelo nonsense loucona da Call TV oferecendo R$ 6500,00 garantidos (!!!!) para quem acertasse uma diferença entre duas fotos. Não adiantou NADA. Eu só prestava atenção na TV do vizinho, que estava no último volume, só pra variar, e ele logicamente assistia ao futebol.

Pois muito bem, quando eu já estava conformada com a pentelhação da qual seria vítima, tendo como especiais algozes os Corinthianos - que a essa altura já tinham empatado com o Mirassol - vieram as boas notícias:
  • 38 do segundo tempo: Kléber Pereira empata para o Santos - um esboço de sorriso aparece no canto do rosto, num momento em que a esperança, teimosa, volta a reinar no coração, embora a racionalidade tentasse me fazer ficar indiferente, afinal, ainda faltava mais um gol.
  • 43 do segundo tempo: Pênalti! - coração na garganta de novo - e vai lá Kléber Pereira pra virar jogo!!!


Eis que às 6 da tarde de ontem já eu já estava pulando, gritando, com lágrimas no olhos, planejando ir às arquibancadas de novo. Meu humor voltou à Terra e parecia contagiar o mundo! Não tem jeito, torcer é bom demais. Mesmo que seja para o Santos, que vive colocando nossos corações à prova.

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